sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Quadras

Triste tarde nublada de outono,
Tarde que me penetra à mente!
Paisagem decadente,árvores som frutos,
O sol já frio,cansado ,com sono.

Recordo meu amor único,platônico,
Desbotado como um fantasma da meio noite,
Amor colorido como esta tarde,
Onde tudo dá errado,amor agônico.

AH! Meus olhos já não prendem as lágrimas
Que contemplo uma a uma escorrendo
Pelas maçãs murchas do meu rosto,
Vão descendo e encontram a conscistência do chão.

Soluço tanto que me falta ar!
Parado,ainda contemplo a paisagem
Lembro que é tarde,que é outono..
E me resta o aconchego do meu leito tumular.

sábado, 12 de dezembro de 2009

A Moça Bela

A moça que se achava bela
Negou beijos a muitos.
E muitos choraram por esta donzela.

Hoje ela estava triste.

Foi chutada como uma bola velha,
Que os meninos chutam nas ruas.

Anda sem rumo,desamada,anda triste.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Mão da Moça

Na minha casa tem um quintal
Onde minha mãe plantou um monte de rosas.
Um dia apanhei uma rosa amarela
E ofereci a uma moça ,que na rua passava.
Ela sorriu e aceitou...
Quando olhei sua mão,em sangue,se banhou,
Com os espinhos da rosa
Toda a mão ela cortou!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O Pensamento de um Urubu

Passou um avião...


E um urubu que voava atoa
Disse para si mesmo:


-Burro
São os homens,
Que voam nesses aviões grandes.

São tão burros
Que não perceberam,
que se fosse para voarem
Já nasceriam com asas.



...e o avião sumiu no horizonte...

A Cada Poesia

A cada palavra que escrevo
É uma lágrima que cai dos meus olhos
É uma gota de tédio que me concedo.

A cada verso que escrevo
É uma grama de sentimento que exteriorizo
É uma nova alegria que percebo.

A cada estrofe que escrevo
É uma íntima tristeza que cresce
É uma nova estrofe que almejo.

A cada poesia que escrevo
É um novo abismo que me engole
É um novo inferno que se apaga.

A cada poesia que termino
É um novo suspiro de volúpia
É nova ânsia que brota.

A cada poesia
É um não que digo à vida
E um clamor à morte.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Perpétua Orgia

Cultuo esta planície de fulgida beleza
Onde uma eterna orgia liba o prazer
E alegra meus olhos por me dizer:
"Acalma-te que na tua hora, parte desta orgia tu há de fazer".

Eu,pusilâmine de viver e esperar,
Me encanto com o que meus olhos veêm,
Encanto fatal e trágico como se fosse encantado
Pela doce voz da sereia que encanta o trovador desamado .

Apaixonado!Estou eterno, submerso e apaixonado
Por esta linda visão invunerável
Que pelos meus olhos, perenemente adentraram.

Agora ofereça-me tuas sinceras exéquias
Pois irei,finalmente ,me esbanjar nesta perpétua orgia
De covas,túmulos,fungos e bactérias.




terça-feira, 24 de novembro de 2009

Rosas de Jardim

Nos jardins de ilusão
Passeia um embrião
Condenado a danação

Jardim com rosas,
Rosas despetaladas,
Pétalas de amargura,
Ódio e ilusão.

Rossas decaídas
Com feridas divididas
Entre a espada e a matilha.

Teus espinhos de venenos
Teus desdenhos obcenos
Tua beleza fictícia
A pureza de tua vida
Murche e te limita
A fazer parte desta vida!